Andropausa (Menopausa masculina ou DAEM) - Urologista Campinas

Andropausa (Menopausa masculina ou DAEM)

Tem sido reconhecido por vários anos que o processo de envelhecimento no homem é associado com a queda progressiva dos hormônios sexuais masculinos produzidos pelos testículos(Testosterona).  Só recentemente, no entanto, um significativo interesse foi desenvolvido em torno da importância do problema, que é conhecido como menopausa masculina ou deficiência androgênica no envelhecimento masculino (DAEM). As alterações associadas à queda de testosterona ocorrem lenta e sutilmente de forma que cerca de 60% dos homens saudáveis aos 65 anos têm níveis de testosterona livre abaixo dos níveis normais para homens de 30 a 35 anos. Uma grande parcela da população de homens saudáveis mostrou um importante aumento da incidência de impotência, chegando a 50% aos 60 – 70 anos. O termo andropausa vem sendo cada vez mais usado para descrever uma coleção de sintomas, incluindo perda de energia, depressão, diminuição da libido e disfunção erétil que ocorrem no homem idoso e de meia idade com um nível de testosterona abaixo do normal.

Incidência:
A população mundial dobrou entre 1950 e 1990, e irá dobrar novamente em 2025. Mais importante, enquanto em 1950 menos de 5% das pessoas tinham mais que 65 anos, em 2025 essa taxa será maior que 15%. A expectativa de vida média dos seres humanos é de 75 a 78 anos e deve aumentar para 85 anos nas próximas duas décadas. Logo, todas as aflições do envelhecimento irão aumentar dramaticamente . No homem, os níveis da testosterona total caem cerca de 1% a cada ano após os 30 anos. Este declínio é considerado um processo normal do envelhecimento masculino. Além disso, no jovem, a testosterona encontra-se mais livre na circulação o que facilita sua utilização pelo corpo, já no idoso a testosterona livre fica cada vez menos disponível para atuar. Aproximadamente 8% dos homens entre 40 e 49 anos têm níveis de testosterona abaixo do normal, aumentando para 12% entre 50 e 59 anos, 19% entre 60 e 69 anos, 26% entre 70 e 79 anos e 49% dos homens acima de 80 anos.  Manifestaçoes Clínicas:

O hipogonadismo no homem adulto é a falência dos testículos em produzir quantidades adequadas de testosterona, espermatozóides, ou ambos.  É manifestado primariamente por infertilidade, anormalidades da função sexual (disfunção erétil e diminuição da libido), alterações de comportamento (irritabilidade, dificuldade de concentração, depressão) e perda de caracteres sexuais secundários (diminuição dos pêlos axilares e pubianos). Diminuição da massa muscular, força muscular e da densidade óssea também podem ocorrer. Na maioria das vezes o início dos sintomas é lento e muitas vezes é relacionado erroneamente  à outros problemas médicos e psiquiátricos ou até ao envelhecimento por si só. Atualmente passamos a valorizar estas queixas e as relacionar com as dosagens hormonais para caracterizar o paciente como portador da andropausa.

Diagnóstico:
No homem adulto, o hipogonadismo é diagnosticado por exames laboratoriais que confirmem a queda do nível da testosterona associado à  presença de sinais e sintomas que acompanham este problema tais como: diminuição da libido, problemas de ereção, depressão e irritabilidade, diminuição da massa e força muscular, osteoporose, dificuldade de concentração, falta de vigor físico. De acordo com o consenso Latino Americano sobre a doença valores de testosterona total abaixo de 231 ng dL são considerados baixos e, se associados a sinais e sintomas clínicos ele pode ser tratado. Valores de testosterona total maiores do que 346 ng dL podem ser considerados normais e valores entre 231 e 346 ng dL de testosterona total podem ter indicação de teste de tratamento com testosterona caso o paciente se apresente com os sintomas clínicos relatados logo acima.


Tratamento:
O objetivo do tratamento hormonal é:  melhorar a libido, melhorar  a auto-estima e humor,  aumentar a massa e a força muscular,  preservar a massa óssea e prevenir fraturas e, possivelmente, diminuir o risco de doenças cardiovasculares.

É feito com a aplicação de testosterona em várias formas de apresentação: gel, adesivos e injeções intramusculares. Cada forma de utilização do hormônio tem sua vantagem e desvantagem e deverá der discutido em detalhes com seu urologista durante a consulta. O gel pode evitar a picada da injeção mas, no entanto, pode levar a problemas de irritação na pele bem como transferência do hormônio para outra pessoa  se ela enconstar na área que o paciente passou o produto e não protegeu. O adesivo pode também  levar a dermatites  e podem ter o custo elevado, porém mantém a liberação de hormônio mais parecida com a liberação natural no organismo. As injeções podem ter a picada, porém as aplicações podem ser até a cada três meses apenas.

 

Contra Indicações:
Existem algumas doenças que podem ter seu desenvolvimento acelerado ou com seus sintomas aumentados com o uso da testosterona mas não são contra indicações absolutas ao tratamento. Podemos mencionar:

– Apnéia do sono: Pacientes  com diagnóstico deste problema podem ter seu quadro clínico exacerbado com o tratamento e recomenda-se primeiramente o tratamento desta doença e depois a reposição.

– Fertilidade: O uso da testosterona externa diminui a produção e quantidade de espermatozoides podendo levar a problemas de fertilidade.

– Ginecomastia: A testosterona pode se converter em hormônio feminino (Estrógeno) no tecido periférico gorduroso e levar a um aumento da mama no homem. Isto pode ser corrigido regulando a dose de testosterona aplicada ou com o uso de hormônios bloqueadores do estrógeno.

– Aumento benigno da próstata: É uma doença que pode levar a obstrução à saída da urina e que pode acometer pacientes mais idosos e deve ser tratada e diagnosticada antes de se realizar a reposição hormonal.

As únicas contra indicações absolutas para o tratamento de reposição hormonal  no homem é a presença de câncer de próstata não tratado e câncer de mama no homem não tradado.

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